Twitter lança esboço de política contra deepfakes

O Twitter tem buscado caminhos diferentes dos trilhados pelo Facebook no que tange políticas contra fake news e conteúdos abusivos e, agora, é a vez das deepfakes. A plataforma tem se apoiado na contribuição dos usuários para criar regras que lidem de forma minimamente satisfatória com essa maré de insanidade que tem invadido nossa vida digital, o que é sempre bonitinho.

Na segunda, 11 de novembro, a empresa anunciou o primeiro esboço, resultado de consulta pública a seus usuários, de regras para a publicação de deepfakes, o que, em tese, deverá satisfazer a gregos e troianos e facilitar o trabalho de moderação. Entre as medidas que poderão ser tomadas, o Twitter lista (com meus comentários):

  • colocar um aviso próximo aos tuítes que compartilham mídia sintética ou manipulada: é uma medida diplomática e correta, não censura e deixa claro para os usuários o tipo de conteúdo veiculado;
  • alertar os usuários, com antecedência, quando eles estiverem prestes a compartilhar mídia sintética ou manipulada: também diplomacia, mantém a liberdade do usuário fazer a bobagem que quiser, educa os ingênuos e lava as mãos;
  • adicionar links para que as pessoas possam ler mais sobre os motivos de determinada mídia ser considerada sintética ou manipulada: educativa;
  • e, finalmente, a remoção de mídias sintéticas ou manipuladas que enganem e que possam ameaçar a segurança física ou causar outros tipos de danos graves para alguém: quando é caso de polícia, o que tem acontecido com frequência suficiente para a plataforma já ter tomado providências mais restritivas… mais cedo.

Ainda dá tempo de participar da consulta, agora em reta final, respondendo a pesquisa que ficará aberta até o dia 27 de novembro. Se você quer ver um Twitter melhor (eu como fã de carteirinha da plataforma quero), vai lá.

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