Matt Simon lista na Wired nove gráficos com dados sobre o impacto das mudanças climática na saúde humana. Os dados são do relatório de 2019 da revista The Lancet, em projeto que acompanha a crise climática.

Entre os dados destacados pela Wired estão a maior frequência de ondas de calor; o crescimento do uso de ar-condicionado; o impacto do calor na produtividade dos trabalhadores da agricultura, da indústria e do setor de serviços; maior incidência de incêndios florestais; maior incidência de dengue; e menor produção de grãos como arroz, milho e soja.

O relatório The Lancet Countdown, fonte para Wired, analisa 41 indicadores em cinco domínios de estudo das mudanças climáticas, que envolvem impactos, exposição e vulnerabilidades; adaptação, planejamento e resiliência da saúde; ações de mitigação; economia e finanças e engajamento público e político.

O trabalho conclui que o engajamento social em torno de ações que mitiguem as mudanças climáticas é fundamental e deve ser encarado como prioridade para setores da mídia, dos governos, das corporações e a nível individual. A meta desse engajamento seria fazer com que o aumento da temperatura global fique abaixo dos 1,5 ºC.

O relatório sugere ainda que esse engajamento, que tem crescido nos últimos anos, tenha mais conexão com a saúde humana. Surpreendentemente, os pesquisadores observaram que “na mente das pessoas, saúde e mudança climática representam reinos diferentes e separados no território do conhecimento e preocupações e, quando conexões entre as duas áreas são feitas, isso é feito mais por interesse na saúde que na mudança climática”.

Onde os humanos vivem?

Se você já se perguntou onde nossos outros sete bilhões de irmãos e irmãs homo sapiens vivem no planeta, essa é para você.

Uma boa resposta para a pergunta está no catálogo de imagens World Settlement Footprint 2015 (WSF2015). Você pode visualizar os dados no Urban Tep, marcando o layer WSF-2015.

O quadradinho de Brasília aparece mais ou menos assim:

Saber ler e escrever protege o cérebro de demência

Há alguns dias abordei estudo sobre o impacto negativo do uso de mídia em tela no desenvolvimento da linguagem em crianças na faixa etária dos 3 aos 5 anos, o que invariavelmente tem impacto também em sua cognição. A ligação entre a linguagem e uma boa saúde mental parece ser uma constante.

Pesquisa publicada na revista Neurology, no início de novembro, avaliou o impacto do analfabetismo na trajetória cognitiva de adultos com baixo nível educacional, durante 25 anos, no bairro de Washington Heights, em Manhattan, e concluiu que pessoas analfabetas possuem mais chances de desenvolver demência durante a velhice do que pessoas que sabem ler e escrever. Embora o risco do primeiro público seja maior, a pesquisa não encontrou diferenças entre letrados e analfabetos na velocidade do declínio cognitivo. Ou seja, entre aqueles que desenvolveram demência prevalente ou incidente, o tempo do declínio foi similar.

Levando-se em conta os dois estudos, ainda é melhor ler um bom livro do que apelar para aplicativos de celular que prometem manter a mente afiada.

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