A frase é da jornalista filipina Maria Ressa e dirigida ao público norte-americano – mas poderia ser para um número crescente de países. Ressa é responsável pelo site Rappler, baseado nas Filipinas, e uma das inúmeras jornalistas vítimas de governos autocráticos (ou aspirantes) e de guerras psicológicas estruturadas em redes sociais.

Ressa tem onze processos abertos pelo governo de Rodrigo Duterte e pode pegar até 63 anos de prisão caso seja condenada, ela nega as acusações. A CBS News tem uma entrevista esclarecedora com ela, publicada em 20 de novembro. Seu foco principal é, na verdade, não a oposição a Duterte, mas fazer a crítica às plataformas sociais, onde o maior volume do discurso de ódio é distribuído, nosso problema da época.

INSI anuncia cooperação com Facebook e Google

Maria Ressa é apenas mais um caso de jornalista sistematicamente intimidada por grupos organizados em redes sociais. O comportamento tem sito tão epidêmico que, entre as já inúmeras iniciativas de combate a esse novo tipo de censura, o International News Safety Institute anunciou mais uma, um projeto em parceria com o Facebook e Google que deverá encontrar, durante um ano de reuniões estratégicas, soluções para o problema.

Durante 2020, as 40 organizações que constituem o instituto – tem BBC, CNN, Reauters, Al Jazeera e The New York Times, para citar algumas -, com suporte das duas plataformas, buscarão construir um canal aberto de comunicação especialmente dedicado à segurança online de jornalistas. O projeto deve produzir guias de melhores práticas de como lidar com a intimidação digital, com forma de proteger os profissionais e o jornalismo em si.

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