Como as democracias morrem, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Avaliação: 3 de 5.

Da série dos livros da época e de leituras para os próximos anos vem o Como as democracias morrem, dos professores de Harvard Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, para se juntar ao já comentado aqui O Fascismo Eterno, de Umberto Eco.

Os autores analisam o cenário político norte-americano na tentativa de explicar a ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. O resultado é um livro iluminador – até ver Watchmen, nova série da HBO, ficou mais fácil.

Embora focado na realidade local, os professores buscam exemplos de líderes autoritários na história do Século XX. No caminho, eles mostram como se forma uma ditadura, de esquerda ou de direita, e listam, como Eco fez, as características de um autocrata:

  1. Rejeição das regras democráticas do jogo (ou compromisso débil com elas)
  2. Negação da legitimidade dos oponentes políticos
  3. Tolerância ou encorajamento à violência
  4. Propensão a restringir liberdade civis de adversários, inclusive a mídia

Segundo eles, Trump consegue passar com louvor no teste.

O livro não é importante apenas para o cenário norte-americano. Por extrapolação é fundamental para o entendimento da onda autocrática que toma conta do planeta, inclusive e especialmente na América Latina, e propõe possíveis soluções. É, infelizmente, impossível ler o livro e não encontrar as similaridades com a nova política brasileira, como se seguíssemos um manual não escrito ou estivéssemos sob a batuta de um mesmo guru.

É, e é uma pena que seja, leitura recomendadíssima para nosso tempo.

Les Forums

Nos fóruns tenho destaques e comentários pontuais feitos durante a leitura do livro.

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